Saúde anuncia compra de 25 mil doses de vacina contra mpox
Remessa foi negociada com o laboratório dinamarquês que fabrica o imunizante, com entrega prevista em três semanas. Rio de Janeiro está entre os estados que receberão doses.
O que se sabe até agora
5 pontos- 1O Ministério da Saúde adquiriu 25 mil doses da vacina contra a mpox, após ampliar o envio inicial de 5 mil para 20 mil
- 2As doses chegam em até três semanas e nove estados já receberam 3.650 unidades
- 3Só um laboratório na Dinamarca produz o imunizante no mundo
- 4A vacina é indicada a grupos específicos, com maior risco de forma grave da doença
- 5A aplicação deve ser feita nos Centros de Referência de Imunização
Resumo feito pela redação

O Ministério da Saúde informou que conseguiu 25 mil doses da vacina contra a mpox. Para isso, a pasta negociou com o laboratório dinamarquês responsável pelo imunizante a venda da quantidade máxima possível ao Brasil. O envio inicial previsto era de 5 mil doses e foi ampliado para 20 mil, com entrega nas próximas três semanas.
Segundo o ministério, o lote vai reforçar o estoque nacional. Nove unidades da Federação já receberam 3.650 doses, entre elas Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Escassez mundial
A pasta explica que a oferta da vacina é limitada no mundo. Apenas um laboratório, na Dinamarca, produz o imunizante, e ele tem certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na semana passada, o ministério publicou uma nota técnica orientando estados e municípios a usar a aplicação intradérmica. O método já é adotado na Europa e permite vacinar até cinco vezes mais pessoas com uma dose, desde que sejam de grupos específicos.
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. Ela provoca erupções e lesões na pele.
Até 6 de novembro, o país somava 832 casos confirmados e uma morte. Os registros se concentram no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Ceará e no Distrito Federal.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões ou com objetos contaminados. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de uma pessoa infectada também pode transmitir o vírus. Os sintomas duram de duas a quatro semanas e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza.
A vacina não dispensa higiene das mãos, lavagem de roupas, toalhas e lençóis e limpeza frequente de superfícies. A OMS não recomenda imunização em massa. Ela é indicada a pessoas vivendo com HIV/aids com contagem baixa de CD4, a usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV e a profissionais que manipulam amostras do vírus. Pessoas com contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados também podem ser vacinadas, após avaliação da vigilância em saúde.
O esquema tem duas doses, com intervalo de 28 dias, e a aplicação ocorre nos Centros de Referência de Imunização, e não nos postos de saúde.
Com informações de EBC. Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas.
Por Redação Cic7Mais do autor


