Projeção da Fiocruz aponta cerca de 860 mil casos de dengue em 2027
Estimativa de pesquisadores de oito países prevê pico em abril, mesmo com El Niño forte; modelos divergem sobre o peso do fenômeno no país.
O que se sabe até agora
4 pontos- 1Estimativa aponta cerca de 860 mil casos prováveis de dengue no Brasil em 2027
- 2Faixa de incerteza vai de 560 mil a 1,6 milhão de casos
- 3Pico previsto para abril, com cerca de 40 mil casos
- 4Rio de Janeiro está entre os seis estados com tendência de alta
Resumo feito pela redação

Pesquisadores de oito países projetam cerca de 860 mil casos prováveis de dengue no Brasil em 2027. Entre eles há especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O cálculo reúne 22 modelos do Desafio de Previsão de Dengue IMDC, que une o InfoDengue e a plataforma Mosqlimate.
A faixa de incerteza de 80% vai de 560 mil a 1,6 milhão de casos. Segundo o levantamento, o pico deve acontecer em abril, com cerca de 40 mil casos no mês. O quadro se parece com o dos últimos anos, mas os pesquisadores não descartam risco.
Para comparação, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 1,66 milhão de casos prováveis em 2025. A coordenadora do InfoDengue, Claudia Codeço, afirmou que as projeções não apontam uma epidemia como a de 2024, quando as notificações subiram de forma atípica.
El Niño pesa, mas os modelos divergem
A expectativa de um El Niño muito forte, chamado de Super El Niño, entrou no planejamento da próxima temporada. O fenômeno pode mudar temperatura e chuva em diferentes regiões do país e criar condições favoráveis ao mosquito.
Apenas três dos modelos incluíram variáveis climáticas. Os resultados, porém, variam em intensidade e na distribuição geográfica dos efeitos. Por isso, os especialistas tratam o El Niño como fator de monitoramento, e não como base única para estimar os casos.
O estudo indica alta prevista nos casos prováveis em seis estados: Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Acre e Minas Gerais. Nos demais, a tendência é de patamar próximo ou abaixo do da temporada anterior. Os pesquisadores pedem vigilância epidemiológica em todas as unidades da federação.
Os cuidados continuam sendo eliminar a água parada em vasos, pneus e calhas, onde o Aedes aegypti se cria. Diante de febre, dores no corpo ou manchas na pele, a orientação é procurar atendimento. As projetas devem ajudar gestores a organizar os serviços antes da temporada de 2027.
Com informações de CNN Brasil. Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas.
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