O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido como Lula, está enfrentando dificuldades para regulamentar trabalhadores de aplicativos, promessa feita durante sua campanha. Esse atraso abriu espaço para diferentes opositores políticos, desde o bolsonarismo até a oposição moderada, assumirem a liderança nas discussões.
No início de março, durante uma reunião com entidades sindicais internacionais, Lula reforçou seu discurso de campanha, afirmando que empresas de aplicativos exploram trabalhadores como nunca antes na história. No entanto, apesar de suas promessas, regulamentar o setor tem se mostrado um desafio. Enquanto o governo luta para formar a comissão tripartite que preparará uma proposta aprovada pelo poder executivo, e cujos membros sequer foram escolhidos, diferentes adversários políticos estão aproveitando a oportunidade para assumir a liderança na discussão.
Lula confiou ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a condução das negociações, e em março, anunciou sua intenção de apresentar um projeto de lei ao Congresso no primeiro semestre do ano. No entanto, semanas depois, o prazo foi adiado para o segundo semestre do ano. Havia expectativa de que o governo aproveitasse o Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, para abordar os trabalhadores de aplicativos. No entanto, no discurso de Lula no domingo, ele mencionou “vocês, trabalhadores de aplicativos” apenas brevemente e sem mais citações. No entanto, as projeções indicam que a proposta não será apresentada antes de 2024.
Um dos obstáculos é que os profissionais, motoristas e entregadores de aplicativos, têm pouca ou nenhuma organização formal, o que complica a escolha de porta-vozes e a definição de agendas.
Baixe o aplicativo CIC7 notícias e mantenha-se informado com qualidade e agilidade, 24h por dia!
Pesquise na Google Play por CIC7 ou clique no link a seguir:
Pesquise na Apple Store por CIC7 ou clique no link a seguir:
