Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pediu um “exame de sanidade” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após suas declarações sobre o plano de homicídio contra o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Lula disse que o plano poderia ser uma “armação” do senador, o que gerou indignação por parte dos membros da oposição.
Deltan Dallagnol, ex-procurador-geral da República, afirmou que a fala de Lula corresponde a um crime de responsabilidade, já que o petista está atacando as instituições e agindo de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo. Dallagnol ainda pontuou que Lula está defendendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) como “vítima de uma armação” contra os agentes da lei, negando as provas da Lava Jato.
Na quinta-feira (23), Lula questionou a credibilidade de Moro em relação ao plano de homicídio contra ele e disse que a suposta armação era “visível”. Ele afirmou que iria pesquisar e saber mais sobre o assunto, mas que não queria “ficar atacando ninguém sem ter provas”. As declarações geraram críticas por parte da oposição, que considerou a fala do presidente como mais uma teoria da conspiração.
Lula está defendendo o PCC, como “vítima de uma armação”, contra os agentes da lei. Está negando o vínculo criminoso dos 9 presos, o imóvel alugado para monitorar a família, o mapeamento dos deslocamentos, o dinheiro e carro apreendidos e mais, como negava as provas da Lava Jato.
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) March 23, 2023
