Eleito no fim de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumirá a Presidência da República em 1º de janeiro de 2023 pela terceira vez, mas as perspectivas políticas e econômicas e os desafios fiscais e sociais do novo governo já dominam o debate público nacional.
Não estão em jogo somente emergências sociais como a retomada do Bolsa Família mantendo os R$ 600 mensais do atual Auxílio Brasil, o aumento real do salário mínimo e a recomposição de verbas para programas essenciais como os de distribuição de remédios e merenda escolar. O impacto da PEC sobre a situação fiscal do país e os efeitos colaterais sobre a economia também permeiam as negociações com os parlamentares.
A tramitação de uma proposta de emenda à Constituição, a chamada “PEC da Transição”, para abrir espaço no Orçamento da União em 2023 para o cumprimento de promessas feitas na campanha eleitoral mobiliza forças políticas no Congresso antes mesmo da posse do novo presidente e da nova configuração do Legislativo.
Os desafios que terão de ser enfrentados pelo governo Lula a partir de janeiro são discutidos agora em mais uma edição da série de debates “E agora, Brasil?”, promovida pelos jornais O GLOBO e Valor Econômico, com patrocínio do Sistema Comércio, através da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e de suas federações.
Foram convidados para o debate de hoje, em Brasília, quatro integrantes da equipe de transição: Rui Costa, governador da Bahia; Wellington Dias, ex-governador do Piauí e senador eleito pelo PT; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal eleita pela Rede; e Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento e da Fazenda.
Sob a mediação dos colunistas do GLOBO Míriam Leitão e Merval Pereira, os participantes do evento vão discutir a formação do futuro governo Lula e as mudanças defendidas pela equipe do presidente eleito no Orçamento da União para o ano que vem.
Conteúdo de: O Globo
