O Tribunal do Júri de Macaé condenou a 53 anos de prisão Priscila Torquato da Silva, acusada de matar Pâmela Ferreira Andrade Martins, grávida de oito meses, e retirar o bebê de seu útero. O julgamento foi concluído em 2025 e se refere ao crime ocorrido em 2021, na comunidade Nova Holanda, no Norte Fluminense.
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De acordo com a denúncia, Priscila atacou Pâmela com uma faca e, enquanto a vítima ainda estava viva, fez o corte para retirar a criança. Em seguida, levou o bebê a uma unidade de saúde da cidade, alegando falsamente ter dado à luz em casa. O recém-nascido não resistiu e morreu no hospital.
O filho mais velho de Pâmela, então com dois anos, presenciou a cena. O Ministério Público apontou que o crime foi premeditado e que a ré pretendia sustentar a versão de que a criança seria seu filho.
As consequências atingiram diretamente a família da vítima. A criança que presenciou o crime desenvolveu dificuldades de comunicação e está em tratamento psicológico e fonoaudiológico. Já o pai de Pâmela, em razão do trauma e da depressão, chegou a tentar suicídio em mais de uma ocasião.
Na decisão, o juiz Victor Vasconcellos de Mattos destacou a gravidade do crime, a frieza da acusada e os danos irreversíveis causados aos familiares, fundamentos que levaram à fixação da pena de 53 anos de prisão em regime fechado.
