Nesta terça-feira (2/9), durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito da investigação sobre um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um discurso firme contra ataques à democracia e defendeu o enfrentamento da impunidade.
Moraes lamentou que o país enfrente mais uma tentativa de ruptura institucional na história republicana brasileira:
“O país e sua Suprema Corte só têm a lamentar que, mais uma vez, se tenha tentado um golpe de Estado”, afirmou.
O ministro ressaltou que o objetivo dos envolvidos seria instalar uma ditadura e destacou a importância da resistência das instituições:
“A sociedade brasileira e as instituições mostraram sua força e resiliência, em que pese a lamentável manutenção de uma polarização política com tristes reflexos. Todos nós brasileiros devemos afastar com todas as nossas forças a tentativa de qualquer quebra da institucionalidade”, disse.
Alexandre de Moraes também alertou para os riscos da impunidade:
“Nesses momentos, a história nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação. O caminho aparentemente mais fácil, que é o da impunidade e da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade e corrói a democracia”, concluiu.
Vale lembrar que, no fim de julho, o ministro foi sancionado pelo governo de Donald Trump por meio da Lei Magnitsky, utilizada pelos EUA para punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.
