A Justiça condenou Cadu Aquino e o pai dele, Eduardo de Aquino Cardoso, ao pagamento de R$ 56.153,00 por prejuízos materiais e danos morais causados por um acidente em Campos dos Goytacazes, ocorrido após o atropelamento e a morte de Eliana Tavares, mãe de Cadu, em novembro de 2024. A irmã dele, Lara Aquino, foi inocentada e não terá que pagar indenização. A decisão é da 1ª Vara Cível de Campos, em processo movido pelas vítimas que estavam no carro atingido por Cadu.
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O acidente
Após atropelar a própria mãe, Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, conhecido como Cadu, bateu em outro veículo que seguia na pista contrária. Cinco pessoas que estavam nesse carro ficaram feridas, algumas em estado grave.
Em seguida, as vítimas entraram na Justiça para cobrar os prejuízos materiais e os danos morais. O processo foi movido contra Cadu, contra o pai, Eduardo, que emprestou o veículo ao filho antes do acidente, e contra Lara, proprietária do carro.
O que decidiu a Justiça
Segundo a sentença, Cadu foi responsável pelo acidente por dirigir em velocidade incompatível com a via e invadir a pista contrária. Eduardo também foi responsabilizado porque, de acordo com a decisão, permitiu que o filho usasse o carro mesmo sabendo que Lara havia determinado que o veículo não fosse emprestado a ele.
Já Lara, de acordo com a Justiça, não teve responsabilidade pelo acidente. A sentença aponta que ela não autorizou Cadu a dirigir e havia pedido expressamente ao pai que não entregasse o carro ao irmão, orientação confirmada por testemunhas ouvidas no processo.
Cadu e Eduardo foram condenados a pagar R$ 46.153,00 pelos prejuízos no veículo das vítimas e R$ 10 mil por danos morais, além de juros, correção e despesas do processo.
A decisão é de primeira instância, e ainda cabe recurso. Após a morte da mãe, Lara havia dito à imprensa que, além de lidar com a perda, foi surpreendida ao ser processada pelas vítimas do segundo acidente, e que aguardava uma decisão da Justiça. O espaço segue aberto para manifestação das partes envolvidas.
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