Com o fim da desoneração dos impostos federais sobre a gasolina e o álcool a partir de 1º de março, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) prevê um aumento no preço desses combustíveis ao consumidor final. De acordo com a entidade, a alta esperada é de R$ 0,6869 por litro no caso da gasolina e R$ 0,2418 por litro no caso do álcool.
Contudo, a Abicom ressalta que parte desse aumento pode ser compensada caso a Petrobras reduza o preço dos combustíveis nas suas refinarias. A empresa estatal tem vendido a gasolina em suas refinarias com um preço 8% maior em relação aos preços praticados no mercado internacional, segundo dados da associação.
Recentemente, a empresa privada Acelen, dona da refinaria de Mataripe (BA), reduziu o preço da gasolina em R$ 0,2959 por litro. O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, terá uma reunião nesta sexta-feira (24) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, e a possibilidade de redução dos preços dos combustíveis deve ser discutida.
No caso do diesel, do gás de cozinha, do gás natural e do biodiesel, os impostos federais ficam zerados até 31 de dezembro de 2023. A desoneração foi feita via medida provisória, que já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso.
Porém, a equipe econômica do governo Lula quer a retomada da cobrança para aumentar a arrecadação e diminuir o déficit de mais de R$ 200 bilhões previsto para este ano, conforme o blog da Ana Flor. Já a ala política do governo teme o impacto na popularidade do presidente e na inflação.
Com o possível aumento no preço dos combustíveis, o consumidor final deve sentir o impacto no bolso e, consequentemente, pode haver um aumento na inflação. O assunto ainda deve gerar muitas discussões nos próximos dias.
