Um homem foi preso na manhã deste domingo (4), dia de eleições, no Colégio Edilson Duarte, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após ser encontrado com um broche que escondia uma câmera capaz de registrar imagens da votação.
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De acordo com a Polícia Civil, a câmera estava disfarçada com um adesivo e, quando ele era retirado, o equipamento fazia o registro. O suspeito foi levado à delegacia para o registro da ocorrência. Os dispositivos foram apreendidos, e o celular dele também foi confiscado. O material será periciado.
Segundo a polícia, ele teria cometido pelo menos dois crimes: revelar o sigilo da votação e vender o voto. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, que ficou responsável pelo registro do flagrante e investiga a distribuição e o uso de broches com câmeras que poderiam ser usados para filmar votos na urna eletrônica.
Sobre o suposto pagamento, há versões divergentes nas informações divulgadas. Em um primeiro relato, o homem teria dito que recebeu dinheiro de um candidato a deputado para usar os broches. Já em informação posterior, consta que ele optou por ficar em silêncio durante o depoimento e não afirmou ter recebido dinheiro. A identidade do suspeito e o nome do candidato citado não foram divulgados.
A entrada na cabine com dispositivos capazes de registrar o voto é proibida pela Justiça Eleitoral para preservar o sigilo da votação, conforme a Lei das Eleições e a Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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