Moradora de Araruama denuncia falta de recursos básicos para que consiga ter seu tratamento. Veja:

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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Os moradores de São Vicente de Paulo, terceiro distrito de Araruama, enfrentam diversas dificuldades quando o assunto é saúde pública. A desativação parcial do Hospital Municipal Prefeito Armando da Silva Carvalho, única unidade de saúde local, que opera abaixo da sua capacidade, oferece um serviço limítrofe a uma população de mais de 30.000 habitantes. Assim, os pacientes que necessitam dos serviços da referida unidade, muitas vezes são obrigados a dirigir-se ao centro de Araruama para buscar atendimento na UPA local, que frequentemente está aquém dos padrões de eficiência necessários.

Uma moradora de São Vicente relatou ao nosso centro de jornalismo que tem enfrentado sérias dificuldades com seu atendimento. Os problemas variam desde a falta de um aparelho de raio X no hospital de sua localidade à ausência de transporte para procedimentos em outra cidade. Segundo ela, precisa fazer uma vistoria no Rio, e inúmeras vezes o transporte foi negado sob o pretexto de não haver veículos disponíveis.

A Secretaria de Saúde do município de Araruama tem negligenciado o serviço de transporte, alegando limitações na frota. Entretanto, em maio deste ano, a pasta foi contemplada com três UTIs móveis por um programa da Secretaria Estadual de Saúde, que doou três ambulâncias zero quilômetro e totalmente equipadas para cada município da região. A verdade é que desde o dia em que as UTIs móveis foram entregues à Secretária Municipal de Saúde, Sra. Ana Bragança, ela se recusou a utilizá-las por ordens do marido da prefeita Lívia, em razão de uma desavença política com o atual Secretário Estadual de Saúde.

Araruama é um município já marcado por uma gestão conhecida por suas deficiências, onde pacientes morrem por erro médico, como no caso de Marta Dantas, que faleceu no Hospital Jaqueline Prates após ser medicada erroneamente em um pós-cirúrgico. Outros casos incluem a senhora Rosimar Moura, que veio a óbito na fila de espera para a UTI no Hospital Geral JP. Há inúmeros registros de idosos debilitados perambulando pela madrugada em busca de senha para marcação de consulta no Hospital de São Vicente, clínicas da família e PSFs por todo o município.

O caso da Sra. Conceição, de 55 anos, reflete a angustiante saga do cidadão araruamense na incessante busca por dignidade em um atendimento que, segundo as pautas de direitos humanos, está diretamente ligado à cidadania e inclusão social.

Ouça o relato da paciente:

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