A produção de aroeira, popularmente conhecida como pimenta-rosa, está gerando renda e fortalecendo a agricultura familiar em São Pedro da Aldeia. Quinze famílias do Assentamento Ademar Moreira, no bairro São Mateus, participam da colheita da especiaria, utilizada como tempero, ingrediente para doces e até em drinks. A atividade conta com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Trabalho, além da Emater-RIO.
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Na última semana, sementes colhidas passaram por avaliação de qualidade. O município é pioneiro no projeto estadual “Rio Rural” desde 2018, e os produtores foram beneficiados com equipamentos como secador mecânico — utilizado pela primeira vez nesta safra —, medidor de umidade, classificador de sementes e embalagens adequadas para comercialização.
O secretário Thiago Ribeiro acompanhou de perto as etapas da produção. “É com muita satisfação que a Secretaria acompanha essa grande colheita da aroeira neste ano, fruto do extrativismo participativo de diversas famílias. Estamos alinhados com a Associação para oferecer todo o suporte necessário”, afirmou.
O processo envolve a colheita, secagem, classificação, medição da umidade e, por fim, o embalamento. As sementes são peneiradas para retirada de folhas e resíduos, secas a temperaturas de até 40 °C até atingirem entre 7% e 8% de umidade — condição ideal para comercialização. Após esse processo, seguem para embalagem e venda.
Presidente do Assentamento Ademar Moreira, o agricultor Edmar Oliveira destaca a importância econômica da produção. “A aroeira veio como um reforço na renda familiar. Estamos retomando a produção este ano com expectativa de venda. Já buscamos compradores, como donos de restaurantes, feiras e comércios em geral”, comentou.
A engenheira agrônoma e supervisora da Emater-RIO, Marília Grasiela, acompanhou o processo e reforçou os avanços. “Agora contamos com os equipamentos funcionando plenamente para fazer a secagem com circulação de ar forçado. Isso garante frutos mais íntegros e maior durabilidade de armazenamento, resultando em um produto de excelente qualidade”, destacou.
A experiência aldeense reforça o potencial da agricultura familiar como ferramenta de desenvolvimento econômico sustentável, especialmente com apoio técnico e investimentos em estrutura.
