O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado em ampliar sua base de apoio no Congresso Nacional e, para isso, pretende incorporar os partidos Progressistas (PP) e Republicanos à Esplanada dos Ministérios nos próximos 10 dias. A informação foi divulgada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, em entrevista ao blog.
Ainda não há uma definição sobre quais pastas seriam destinadas a esses partidos, mas o ministro acredita que a decisão será tomada em breve pelo presidente Lula. O PP, por sua vez, não abre mão de ocupar um ministério, sendo o Desenvolvimento Social e a Caixa Econômica Federal as pastas mais cotadas. Para essas posições, o partido tem indicado os nomes de André Fufuca e Margarethe Coelho, respectivamente.
As negociações com os partidos do Centrão têm sido uma prioridade para o governo, que busca garantir uma maior estabilidade política e parlamentar para a sua gestão. Nesse sentido, a oferta de ministérios a essas siglas tem sido uma estratégia adotada para fortalecer alianças.
Uma reunião entre o presidente Lula e líderes do Centrão está prevista para esta semana, a fim de discutir a questão. O partido Republicanos, liderado por Tarcísio de Freitas, é cotado para assumir o Ministério do Esporte, reforçando a presença da sigla no segundo escalão do governo.
Redução da taxa de juros também é pauta do governo
Além das negociações com os partidos, o governo também se preocupa com a política monetária e a taxa básica de juros da Selic. Rui Costa, seguindo a linha do presidente Lula, defende a redução da taxa de juros, que está sob análise do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
A expectativa é que o Copom reduza a taxa em pelo menos 0,5 ponto percentual nesta semana. Rui Costa ressalta que o Chile recentemente cortou 1 ponto percentual em sua taxa de juros e espera que o Brasil siga um caminho semelhante para estimular a economia.
A decisão do Copom será anunciada após a reunião que ocorrerá nesta terça e quarta-feira (2). A taxa de juros é uma das principais ferramentas do Banco Central para controlar a inflação e a atividade econômica do país. A expectativa do governo é que uma redução na taxa possa impulsionar o crescimento econômico e auxiliar na recuperação do país após a crise.
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