Um helicóptero Ka-226 operado pela Kizlyar Electromechanical Plant (KEMZ), empresa russa ligada à produção de equipamentos de aviação militar, caiu no dia 7 de novembro na República de Daguestão, próxima ao vilarejo de Achi-Su, às margens do Mar Cáspio.
O acidente deixou cinco mortos, entre eles quatro funcionários da KEMZ, incluindo o vice-diretor geral de construção e suporte ao transporte da planta, além do mecânico de voo. Outras duas pessoas ficaram feridas.
Inicialmente, a mídia estatal russa informou que o helicóptero transportava turistas, mas a KEMZ confirmou que todas as vítimas eram ligadas à empresa.
A KEMZ é alvo de sanções dos Estados Unidos por seu envolvimento no apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia, sendo responsável pela fabricação de sistemas de controle e diagnóstico utilizados em aeronaves Sukhoi e MiG, empregadas em ataques a cidades ucranianas.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o helicóptero tentando realizar um pouso forçado em uma praia, quando a cauda se quebrou. Após uma tentativa de nova decolagem, a aeronave colidiu com um edifício e pegou fogo.
A agência federal russa de aviação (Rosaviatsia) classificou o episódio como uma “catástrofe” e informou que participará da investigação oficial para apurar as causas do acidente.
O Ka-226 é um helicóptero utilitário bimotor com capacidade para até sete passageiros. Em julho de 2024, a inteligência militar ucraniana relatou que um modelo semelhante havia sido danificado em uma ação de sabotagem, destacando as dificuldades enfrentadas pela indústria aeroespacial russa devido à escassez de peças essenciais causada pelas sanções ocidentais.
