Setor de Serviços Cresce 0,3% em Março, Mas Trimestre Indica Desaceleração

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o volume de serviços no Brasil cresceu 0,3% em março de 2025, em comparação com fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de alta. Apesar disso, o setor registrou uma retração de 0,2% no primeiro trimestre do ano em relação ao trimestre anterior, indicando uma possível desaceleração da atividade econômica .

Analistas da XP Investimentos interpretam esse desempenho como um sinal de enfraquecimento gradual da atividade doméstica. Eles destacam que, embora o setor de serviços tenha apresentado crescimento em fevereiro e março, isso não foi suficiente para compensar a queda observada em janeiro. No entanto, fatores como um mercado de trabalho ainda robusto e medidas de estímulo de curto prazo podem mitigar os efeitos dessa desaceleração .

O crescimento em março foi impulsionado por fatores sazonais, como o Carnaval, com destaque para os serviços prestados às famílias, que cresceram 1,5%, e o setor de transportes, com alta de 1,7%. Por outro lado, alguns segmentos apresentaram retração. Os serviços de informação e comunicação caíram 0,2%, após sucessivos crescimentos desde o início do ano. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares desaceleraram de 1,3% para 0,6%, com uma queda de 0,5% nos serviços de apoio às atividades empresariais .

Leonardo Costa, economista do ASA, observa que o ritmo mais forte em fevereiro e março não foi suficiente para compensar a queda de janeiro, mas projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre ainda deve apresentar crescimento, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário .

Claudia Moreno, economista do C6 Bank, projeta um crescimento de 2% para o setor de serviços em 2025, apoiado por estímulos governamentais, como aumento de gastos, liberação de FGTS e incentivo à concessão de crédito. Igor Cadilhac, do PicPay, revisou sua projeção de crescimento do setor de 1,2% para 1,6%, considerando um primeiro semestre mais forte do que o esperado .

Em relação à política monetária, os dados atuais do setor de serviços não indicam mudanças significativas na taxa de juros, conforme avaliação de Matheus Pizzani, da CM Capital. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve uma postura neutra quanto às futuras decisões sobre a Selic .

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Publicado há 1 ano ago

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