Cinco anos após prisão, Faraó dos Bitcoins revela detalhes de cofre com criptomoedas e diz que tem dinheiro para pagar todos os credores, mas não lembra a senha

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 3 horas ago

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Cinco anos após a prisão de Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, a fortuna movimentada pelo grupo G.A.S. continua cercada de dúvidas. Uma matéria exclusiva do Fantástico exibiu depoimentos prestados por Glaidson e por Mirelis Diaz Zerpa, que detalharam como funcionava a operação investigada pela Justiça.

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Glaidson foi preso em 2021, durante a Operação Kryptos, e responde na Justiça Federal por acusações relacionadas à organização criminosa e a crimes contra o sistema financeiro. Segundo a Polícia Federal, a rede de investimentos movimentou R$ 38,2 bilhões. A empresa, fundada em Cabo Frio, atraía clientes com a promessa de retorno de 10% ao mês.

Durante o processo, Glaidson afirmou que era o idealizador, fundador, presidente e responsável pela gestão da G.A.S. Ele também contou que funcionários levavam dinheiro de clientes de helicóptero até São Paulo, onde os valores eram direcionados para a carteira de criptomoedas da empresa.

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O ponto que mais chama atenção no depoimento envolve uma chamada “cold wallet”, dispositivo desconectado da internet que pode armazenar ativos digitais. Questionado pela Justiça se havia uma quantia significativa na carteira, Glaidson respondeu: “Existe”. Ao ser perguntado se o valor seria suficiente para pagar todos os credores, afirmou: “Dá. Dá. Dá.” Mais tarde, porém, declarou: “A senha, agora de cabeça, eu não sei. Mas tá lá. Tá tudo lá.”

A lista de credores da G.A.S., elaborada pelos administradores judiciais da massa falida, ultrapassa 77 mil pessoas e empresas, com uma dívida próxima de R$ 3 bilhões.

Mirelis, que foi presa nos Estados Unidos em 2024 e deportada para o Brasil no ano seguinte, negou as acusações. Ela afirmou que trabalhava com estudo e negociação de criptomoedas e disse que não administrava a entrada de recursos de clientes.

O Ministério Público Federal pediu a condenação de Glaidson, Mirelis e outros 15 réus. Segundo o material, as penas poderiam ultrapassar 37 anos de prisão em caso de condenação.

Imagens e informações: G1

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