O Brasil vai receber R$ 27 bilhões em investimentos de empresas chinesas. O anúncio foi feito durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China, realizado em Pequim, nesta segunda-feira, 12 de maio. O evento contou com a participação de mais de 500 empresários chineses e mais de 200 representantes do setor empresarial brasileiro.
De acordo com Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os acordos firmados abrangem diferentes áreas da economia, como energia, mobilidade, tecnologia e sustentabilidade. Ele destacou que essa é a maior rodada de investimentos chineses já anunciada de uma só vez no Brasil.
Entre os principais acordos estão:
- R$ 6 bilhões da montadora GWM para expansão de operações no Brasil e exportações para a América do Sul e México;
- R$ 5 bilhões da empresa Meituan, com expectativa de gerar 100 mil empregos indiretos no setor de delivery;
- R$ 3 bilhões da estatal CGN para implantação de um hub de energia renovável no Piauí;
- R$ 5 bilhões da Envision para construção do primeiro parque industrial Net-Zero da América Latina, com produção de combustível sustentável de aviação (SAF), hidrogênio verde e amônia verde;
- R$ 3,2 bilhões da Mixue, com previsão de 25 mil empregos até 2030 com a abertura de lojas de sucos e bebidas;
- R$ 2,4 bilhões da Baiyin na aquisição de uma mina de cobre tipo Serrote, em Alagoas;
- R$ 1 bilhão da DiDi, empresa controladora da 99, em infraestrutura de recarga para veículos elétricos;
- R$ 650 milhões da Longsys para projetos com semicondutores nos estados de São Paulo e Amazonas;
- R$ 350 milhões da Nortec Química, em parceria com três farmacêuticas chinesas.
Segundo Viana, os anúncios são resultado de meses de trabalho em conjunto com ministérios brasileiros e o escritório da ApexBrasil em Pequim. As tratativas seguem como parte da estratégia de aproximação econômica entre os dois países.
