O rapper Oruam foi solto por volta das 10h40 desta quarta-feira (26), após ser levado para a delegacia por abrigar em sua casa um foragido da Justiça. O cantor assinou um termo circunstanciado e, na saída, afirmou aos jornalistas que o amigo Yuri, preso em sua residência, “não é traficante” e que a bala usada em um vídeo recente era “de borracha”.
“Ele não é traficante. Ele é uma pessoa normal e é meu amigo. Eu não sabia que ele estava foragido. Naquele dia, era bala de borracha”, disse Oruam. O artista também comentou sobre sua carreira: “Vou voltar tranquilo para casa. O meu álbum está bombando e está do jeito que eu queria.”
A detenção ocorreu após policiais encontrarem na mansão de Oruam, no Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Yuri Pereira Gonçalves, que era procurado por organização criminosa. Com ele, havia uma pistola 9 mm com kit-rajada e munição. Oruam foi enquadrado por favorecimento pessoal, por ajudar alguém que cometeu um crime a escapar das autoridades.
A prisão desta quarta-feira não tem relação com o episódio da semana passada, quando Oruam foi detido após realizar manobras arriscadas na Barra da Tijuca. O artista também é investigado por um disparo de arma de fogo em um condomínio em Igaratá (SP), no dia 16 de dezembro de 2024. Na ocasião, ele teria atirado para o alto durante uma festa, colocando em risco a integridade física de várias pessoas.
O delegado Moysés Santana Gomes, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), afirmou que Yuri chegou à residência de Oruam na noite de terça-feira (25) para jogar videogame. Segundo o delegado, Oruam declarou não saber que o amigo era foragido da Justiça.
Agentes da DRE cumpriram mandados de busca e apreensão contra Oruam e sua mãe, Márcia Nepomuceno, expedidos pela Justiça de Santa Isabel (SP). O objetivo era localizar a arma usada no disparo em Igaratá. Durante as buscas, foram recolhidos armamentos de airsoft e simulacros na mansão do rapper, além de celulares na casa de sua mãe.
Oruam, cujo nome real é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno (Oruam é Mauro escrito ao contrário), é filho de Marcinho VP, preso por assassinato, formação de quadrilha e tráfico, e apontado pelo Ministério Público como um dos chefes do Comando Vermelho. O rapper tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.
