A Justiça do Rio de Janeiro tornou réu o suplente de senador pela Paraíba, Ney Suassuna (Republicanos), por suposta falsificação de documentos públicos em um cartório da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital. A escrevente Lúcia Dolores, funcionária do 15º Ofício de Notas, também passou a responder ao processo.
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Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Ney Suassuna teria determinado a falsificação das assinaturas de quatro procurações em nome da ex-mulher, a empresária Raquel Otila, com quem foi casado por 16 anos. Os documentos concederiam ao político poderes para movimentar contas bancárias e administrar bens em nome dela.
De acordo com a investigação, as assinaturas foram reconhecidas por autenticidade, procedimento que exige a presença do signatário no cartório. No entanto, conforme o MPRJ, registros da Polícia Federal comprovam que Raquel Otila estava fora do Brasil nas datas em que os documentos foram assinados.
Ainda segundo a denúncia, uma das procurações teria sido assinada na residência de Ney Suassuna, no bairro Itanhangá. O Ministério Público afirma que a escrevente Lúcia Dolores compareceu ao local e validou o reconhecimento da assinatura como se a empresária estivesse presente, em uma ação que, segundo a acusação, teria sido previamente combinada com o político.
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Para o MPRJ, o objetivo da suposta fraude era permitir que Ney Suassuna obtivesse vantagens financeiras por meio das procurações. Apesar disso, conforme a investigação, os documentos não chegaram a ser utilizados.
A denúncia havia sido rejeitada inicialmente pela 41ª Vara Criminal do Rio por falta de provas. Após recurso do Ministério Público, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio reformou a decisão e determinou o recebimento da denúncia, tornando Ney Suassuna e Lúcia Dolores réus no processo.
A defesa de Ney Suassuna informou que recorreu aos tribunais superiores e aguarda uma decisão definitiva sobre o caso. A defesa de Lúcia Dolores afirmou que a escrevente é inocente e também aguarda o julgamento dos recursos. Já o 15º Ofício de Notas declarou que o recebimento da denúncia não representa reconhecimento de culpa e manifestou confiança na decisão final da Justiça.
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