A médica veterinária e superintendente de Proteção Animal de Cabo Frio, Fenela Assed, denunciou que vem sofrendo ameaças de morte há cerca de um ano após atuar em um caso de maus-tratos contra 11 cães no município. Nesta terça-feira (4), segundo ela, a mulher apontada como responsável pelos animais voltou a procurá-la no Canil Municipal e teria feito novas intimidações. O caso foi registrado novamente na Polícia Civil
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De acordo com Fenela, as ameaças começaram após a apreensão de 11 cães encontrados em situação de maus-tratos. Segundo o relato, os animais estavam acorrentados e em condições que colocavam suas vidas em risco. Na ocasião, a mulher que se apresentava como responsável pelos cães foi presa em flagrante pela Guarda Marítima e Ambiental.
A veterinária explicou que não participou diretamente da operação, mas autorizou o recolhimento dos animais. Após o resgate, os cães receberam atendimento veterinário, foram castrados e posteriormente encaminhados para adoção.
Desde então, Fenela afirma que passou a receber ameaças por mensagens de WhatsApp. Ela registrou boletim de ocorrência e entregou à Polícia Civil as provas das intimidações. Após ser bloqueada, a suspeita teria começado a procurá-la no consultório particular e, mais recentemente, no Canil Municipal.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a superintendente relatou que a mulher foi ao Canil Municipal pela quarta vez à sua procura e, desta vez, conseguiu encontrá-la. A Guarda Civil Municipal foi acionada e conduziu a ocorrência até a 126ª Delegacia de Polícia, onde um novo registro foi feito.
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Fenela informou que solicitará uma medida cautelar para impedir que a mulher se aproxime dela ou dos locais onde trabalha, buscando garantir sua segurança para continuar exercendo a função pública.
“A gente não pode ser ameaçada por quem comete o crime de maus-tratos. Precisamos de segurança para continuar fazendo nosso trabalho”, afirmou.
Nas redes sociais, a veterinária também desabafou sobre o caso, afirmando que existe uma “inversão de valores” quando profissionais da proteção animal passam a ser intimidados por pessoas investigadas ou acusadas de maus-tratos.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa ou a manifestação da mulher citada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento.
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