Uma recepcionista de 55 anos foi brutalmente agredida por um hóspede dentro de um hotel no bairro Bigorrilho, em Curitiba, capital do Paraná, na madrugada de sábado (7).
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A vítima, Maria Niuzete Batista, relatou que a agressão começou depois que recusou um beijo do homem. Segundo ela, o agressor passou a desferir socos, chutes, enforcamentos e golpes com uma saboneteira de porcelana, causando diversos ferimentos.
O suspeito foi identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, pintor de 24 anos, que estava hospedado no hotel com colegas de trabalho. Ele foi preso em flagrante.
De acordo com o relato da recepcionista, o grupo chegou ao hotel mais cedo para realizar o check-in e saiu para jantar. Quando retornaram, alguns compraram cerveja na recepção e subiram para os quartos. O agressor desceu novamente e permaneceu no local consumindo bebida alcoólica.
A funcionária afirmou que avisou que não era permitido beber na recepção, conforme normas do estabelecimento. Pouco depois, o homem teria se aproximado novamente e pedido um beijo, o que foi recusado.
Após a negativa, Maria contou que se sentiu insegura e trancou a porta que separa a recepção da área interna dos funcionários. Ao sair do banheiro do setor, encontrou o homem já dentro do espaço reservado.
Segundo ela, o agressor pulou o balcão da recepção, tentou abraçá-la e iniciou as agressões. A vítima foi derrubada no chão e passou a receber socos na cabeça e chutes na barriga. Em seguida, foi enforcada enquanto pedia para que ele parasse.
Durante o ataque, o homem também quebrou objetos do banheiro e utilizou uma saboneteira de porcelana para golpear a vítima na cabeça. Em outro momento, usou um pedaço quebrado do objeto para atingir a mão da recepcionista, causando um corte profundo.
A mulher chegou a perder a consciência após ser enforcada novamente. Quando recobrou os sentidos, conseguiu correr até o saguão do hotel em busca de ajuda. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ela tenta fugir e ainda é alcançada pelo agressor, que desfere outro soco e a derruba.
O ataque só foi interrompido quando outras pessoas perceberam a situação e começaram a gritar. Funcionários do hotel e pessoas que estavam na rua prestaram socorro até a chegada da ambulância.
Maria sofreu ferimentos graves, precisou passar por cirurgia na mão, recebeu pontos na cabeça e perdeu muito sangue. Um dos dedos ficou gravemente ferido e outros dois permanecem sem sensibilidade.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado pela Polícia Civil do Paraná. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Paraná.
A defesa do suspeito informou que não irá se manifestar sobre o caso neste momento. Já a direção do hotel afirmou que está prestando apoio à funcionária e colaborando com as autoridades.
