Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2023 – A Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura dos policiais militares Alexsander Amorim da Silva e Marcos Paulo Tavares, acusados da morte brutal de dois militares em São Pedro da Aldeia no final de 2022. O sargento do Exército Julio Cesar Mikaloski e o sargento da Marinha Sidiney Lins dos Santos Junior foram mortos e carbonizados dentro do porta-malas de um Honda Civic em 2 de dezembro do ano passado.
A decisão judicial estabelece que os acusados devem se apresentar mensalmente para prestar contas de suas atividades cotidianas, manter seus números de telefone e endereços atualizados para fins de intimação e estão proibidos de entrar em contato com qualquer testemunha, inclusive de forma remota. O não cumprimento das medidas resultará na revogação da liberdade e em uma nova prisão preventiva.
Além disso, Marcos Paulo Tavares está proibido de realizar trabalho externo na Polícia Militar, devendo exercer suas funções exclusivamente dentro do batalhão em que estiver lotado.
As investigações conduzidas pela 125ª DP (São Pedro da Aldeia) apontam que câmeras de segurança registraram o carro de Alexander Amorim seguindo as vítimas e retornando do local onde os militares foram posteriormente encontrados carbonizados. Os policiais foram presos temporariamente e alvo de mandados de busca e apreensão. Durante essas operações, cinco armas pertencentes aos PMs, seus celulares e o veículo que aparece nas imagens foram apreendidos para perícia.
O caso envolve uma série de circunstâncias complexas. Segundo um amigo dos militares, que estava com eles na noite em que foram mortos, uma confusão teria começado em uma boate na cidade. Homens armados com fuzis teriam invadido o local e levado os militares para o carro de Julio, seguindo em direção à Estrada da Caveira, onde foram encontrados carbonizados.
Antes da tragédia, Julio e Sidinei assistiram a um jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo em um bar local e visitaram uma casa de prostituição na região. O GPS encontrado no carro utilizado pelos militares traça o trajeto que fizeram na noite do crime. O registro da ocorrência foi feito por volta das 7h30 de sábado, e os corpos sem identificação foram encontrados no banco de trás e no porta-malas do veículo.
Julio Cezar era divorciado e compartilhava a guarda de seus filhos. Ele residia sozinho no bairro Monte Castelo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Já seu amigo Sidinei Lins, conhecido do militar há quase 10 anos, teria se mudado para Cabo Frio poucos meses antes do trágico evento. Foi a convite de Sidinei que Julio decidiu fazer a viagem que terminou em sua morte.
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