Empresa investigada por suposta ligação com o PCC mantém contrato de R$ 168 milhões para abastecer viaturas da PM do Rio

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 1 hora ago

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A Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa investigada na Operação Carbono Oculto por suposta ligação com a estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantém um contrato de R$ 168 milhões com o Governo do Estado do Rio de Janeiro para o abastecimento da frota da Polícia Militar.

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Assinado em março de 2025, o contrato tem vigência até 2027 e prevê o fornecimento de aproximadamente 37 milhões de litros de combustíveis, sendo 32 milhões de litros de gasolina e mais de 4 milhões de litros de diesel S10 para abastecer os postos internos da corporação.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a Rede Sol está entre as empresas cujas notas comerciais foram adquiridas pelo Mabruk II Fundo de Investimento, apontado pela Receita Federal como um dos investigados por supostamente financiar a atuação do PCC no mercado de combustíveis. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, e não há condenação contra a empresa.

A Polícia Militar informou que o contrato foi firmado antes da divulgação das investigações e que, à época da licitação, a empresa cumpria todos os requisitos legais previstos no edital. A corporação acrescentou que a contratação é considerada legal e informou que já está conduzindo um novo processo licitatório para garantir o abastecimento das viaturas.

Em maio do ano passado, a Rede Sol também foi alvo de um processo após um caminhão da empresa ser flagrado transportando gasolina com teor de etanol acima do limite permitido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo a Polícia Militar, a distribuidora foi notificada e multada em mais de R$ 1 milhão em razão da irregularidade.

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No início deste ano, a Prefeitura do Rio suspendeu a possibilidade de contratação da Rede Sol para o abastecimento da frota da Mobi-Rio até a conclusão das investigações da Operação Carbono Oculto.

Procurada, a Rede Sol informou, à época da operação, que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e negou qualquer ligação com empresas, fundos ou pessoas envolvidas em atividades ilegais. O espaço permanece aberto para novas manifestações da empresa.

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