A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão preventiva do cantor Oruam e negou o pedido da defesa para revogar a medida. A decisão foi tomada pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital.
Segundo a defesa, o rapper, que está foragido há quase cinco meses, enfrenta um quadro de tuberculose pulmonar, perda de peso e lesões nos pulmões. Apesar das alegações, a magistrada entendeu que os documentos médicos apresentados não são suficientes para justificar a revogação da prisão.
Na decisão, a juíza destacou que a condição de foragido é um dos principais motivos para a manutenção da medida cautelar, afirmando que a evasão da Justiça justifica a prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal.
Atualmente, Oruam é alvo de dois mandados de prisão: um por tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação e outro por lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.
A magistrada também considerou que permanecem válidos os indícios que fundamentaram a prisão e que medidas alternativas seriam insuficientes. Caso o cantor se apresente ou seja preso, ele deverá passar por avaliação médica no sistema prisional.
Até o momento, a defesa de Oruam não se pronunciou sobre a decisão.
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