Ministério Público entra com ação contra Magdala Furtado após colapso na saúde pública de Cabo Frio

Por Luiz Felipe Rodrigues - Rio Janeiro

Publicado há 2 anos ago

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Magdala Furtado, prefeita de Cabo Frio, que é alvo de nova ação do Ministério Público

A saúde pública em Cabo Frio enfrenta uma grave crise, com denúncias de paralisação de serviços essenciais, atraso no pagamento de servidores e falta de insumos. A situação levou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) a propor uma Ação Civil Pública (ACP) contra a prefeita de Cabo Frio, Magdala Furtado (PV). Além disso, o documento, criado nesta quinta-feira (19), cita a Prefeitura e o secretário de Saúde, Bruno Alpacino.

De acordo com a ACP, há meses a cidade sofre com o não pagamento dos profissionais de saúde, demissões em massa e falta de insumos básicos nas unidades médicas. Com isso, o promotor André Luiz Farias, que assina a ação, aponta que o colapso está afetando hospitais, postos de saúde e unidades de pronto atendimento. Dessa forma, a população estaria sem atendimento e as filas cada vez maiores.

A crise ocorre em um período crítico, com o aumento populacional esperado para as festividades de fim de ano. Cabo Frio, que possui uma população residente de 222 mil habitantes, prevê receber cerca de 1,8 milhão de visitantes durante o Réveillon. A sobrecarga no sistema de saúde, já fragilizado, agrava a situação e compromete a segurança sanitária dos moradores e turistas.

Além de prejudicar a saúde pública, o cenário afeta negativamente a imagem da cidade como destino turístico, colocando em xeque sua infraestrutura e a capacidade de atrair visitantes.

Denúncias e Fiscalização

De acordo com a ação, visitas realizadas pelo Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) confirmaram a precariedade nas unidades de saúde. Entre os problemas relatados estão a redução de equipes, falta de medicamentos e materiais, suspensão de atendimentos e demissões sem pagamento de rescisões. Na UPA do Parque Burle, por exemplo, os salários dos médicos sofreram descontos injustificados, e 30% dos funcionários foram dispensados.

Além disso, pacientes relataram longas filas e atendimento restrito, enquanto servidores admitiram estar sobrecarregados e sem recursos básicos para o trabalho.

Pedidos do Ministério Público

O MPRJ requer, na ACP, a regularização imediata dos serviços de saúde, incluindo:

  1. Pagamento dos salários atrasados dos servidores.
  2. Reposição de equipes e insumos em todas as unidades.
  3. Fim das recusas de atendimento, independente da urgência.
  4. Publicidade ampla sobre os direitos à saúde e medidas adotadas.

A ação também solicita indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 4 milhões, a ser revertida para os fundos municipais de saúde e proteção ao idoso.

O que diz a Prefeitura

Durante reuniões com o MPRJ, representantes da Prefeitura alegaram dificuldades financeiras devido à redução de arrecadação de royalties e bloqueios judiciais. No entanto, o MPRJ rebateu, destacando que a saúde não pode depender de recursos voláteis e que o uso inadequado de verbas constitui gestão ineficiente.

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Por Luiz Felipe Rodrigues - Rio Janeiro

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