Polícia identifica mais 3 envolvidos na morte de ciclista espancado após ser acusado de roubo em Copacabana

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 45 minutos ago

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A Polícia Civil do Rio identificou mais três pessoas que teriam participado direta ou indiretamente do espancamento que terminou na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ao todo, segundo as investigações, oito pessoas já foram apontadas como envolvidas no caso. Quatro delas estão presas.

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Entre os novos identificados estão um homem que aparece nas imagens acompanhando as agressões, uma funcionária de um bar que teria entregue um pedaço de madeira a um segurança e a pessoa responsável pela contratação do vigia. Os três deverão ser ouvidos pelos investigadores da 12ª DP (Copacabana).

A polícia ainda tenta identificar outro homem que aparece nas imagens dando chutes em Cláudio durante o espancamento. As gravações analisadas pelos investigadores mostram diferentes pessoas próximas à vítima durante as agressões.

Cláudio morreu no dia seguinte ao ataque, em decorrência de hemorragia e traumatismo. Ele havia sido acusado injustamente de ter roubado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã.

A investigação já levou à prisão de quatro homens: dois entregadores e dois seguranças. Um dos seguranças, segundo a polícia, não teria participado diretamente das agressões, mas estava no local durante o crime.

A Polícia Civil também investiga a participação de pessoas que presenciaram o espancamento e não teriam tentado impedir as agressões ou prestar socorro.

O delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, afirmou que a polícia pretende identificar todas as pessoas que estavam no local. Segundo ele, quem presenciou a violência e não tomou nenhuma providência poderá ser investigado por eventual omissão de socorro.

Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi o comportamento do segurança Davi Santos Machado, apontado como um dos principais envolvidos na agressão.

Horas depois do crime, Davi voltou à Rua Felipe de Oliveira, onde parte das agressões aconteceu, e gravou um vídeo. Nas imagens, ele aparece tentando tranquilizar uma pessoa enquanto aponta para as câmeras de segurança instaladas na região.

Davi afirma que não havia câmera voltada para o ponto onde ocorreu o espancamento, dizendo que o equipamento estaria direcionado para outro lado. O vídeo passou a ser analisado pela Polícia Civil.

Davi prestou dois depoimentos à polícia e apresentou versões diferentes sobre sua participação no crime.

Inicialmente, afirmou que teria dado apenas um soco em Cláudio e atribuído aos entregadores a responsabilidade pelo espancamento.

Em um segundo depoimento, porém, Davi confessou ter participado das agressões. Ele afirmou que as pauladas desferidas contra Cláudio foram um “ato insano” e disse não saber explicar o que o levou a agir daquela maneira.

Segundo o depoimento, Davi teria telefonado para o chefe da segurança, identificado como Aluísio, para informar o que estava acontecendo e pedir orientação. Ele afirmou ter recebido a instrução de fotografar a bicicleta.

Ainda de acordo com o relato, não havia qualquer informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada. Davi também declarou que Cláudio não ofereceu resistência e obedeceu às ordens dos envolvidos.

A Polícia Civil continua analisando imagens, depoimentos e outros elementos para esclarecer a participação de cada pessoa no crime e identificar todos os envolvidos.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

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