CABO FRIO – Um pregão eletrônico para a contratação de uma empresa que fornecerá máquinas e caminhões para a Comsercaf, no valor de R$ 4,6 milhões, tem gerado polêmica nos bastidores da política local. A contratação, válida por 12 meses, levantou suspeitas por envolver a mesma empresa que já fornece pães para a autarquia, fato que gerou estranhamento entre os envolvidos.
A situação ganhou ainda mais destaque com a divulgação de um memorando da direção-geral da Comsercaf, que determinou a suspensão imediata das ordens de serviço dos equipamentos credenciados a partir desta quinta-feira (10). A mudança repentina, ocorrendo a pouco mais de dois meses do fim do mandato da prefeita Magdala Furtado (PV), levantou questionamentos sobre o timing da decisão.
Outro ponto de tensão é o pedido feito pelo prefeito eleito, Serginho (PL), em um ofício encaminhado ao Executivo no dia 7 de outubro. O documento solicita que não sejam celebrados contratos com validade além de 31 de dezembro, para evitar comprometer a próxima gestão. Curiosamente, o ofício foi emitido no mesmo dia do memorando da Comsercaf, o que gerou especulações sobre a possível pressa em finalizar o pregão.
