O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) surpreendeu os colegas de plenário ao aparecer na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (20/5), carregando uma boneca bebê reborn presa ao corpo, como se fosse um bebê de verdade. A cena inusitada teve tom bem-humorado, mas também trouxe um apelo social do parlamentar.
Durante sua fala, Isidório afirmou que cuidar de bonecas reborn — febre nas redes sociais — não deve ser visto como “pecado”, desde que não substitua o olhar solidário para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Brincando com o nome da boneca, chamou-a de “bebê esborni” e disse que ela seria sua neta. “Vou trocar a fralda dela quando sair do plenário. Ela já quer ser deputada”, ironizou.
Apesar do tom cômico, o deputado fez um apelo sério à sociedade. “Não vejo problema em quem brinca com bonecos de silicone, compra roupinha, dá mamadeira. Isso não é pecado. Mas peço que quem tem dinheiro para isso também visite orfanatos, casas de acolhimento, abrigos de idosos. Há crianças reais abandonadas”, alertou.
Ele também fez críticas ao excesso de atenção dada aos brinquedos, em comparação à fé e aos valores naturais. “Brinquem com boneco, mas acreditem na criação de Deus. Não troquem o natural pelo silicone”, disse.
Propostas de regulação ganham força
Com a popularização dos bebês reborn nas redes sociais, o tema chegou ao debate legislativo. Parlamentares discutem propostas para impedir que esse tipo de boneca tenha acesso a serviços da rede pública de saúde. Há também iniciativas que preveem atendimento psicossocial para adultos que tratam os bonecos como filhos e até multas de 5 a 20 salários mínimos para quem tentar obter privilégios em filas de prioridade utilizando os bonecos.
