A autorização do presidente Lula para a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) desencadeou a mobilização de aproximadamente 1.900 militares da Marinha em uma ação que visa intensificar a segurança nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O foco está na prevenção e repressão de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e armas.
A Marinha anunciou o emprego de uma gama diversificada de meios navais e terrestres, totalizando 120 veículos e embarcações. Entre os recursos destacam-se as lanchas blindadas e o navio-patrulha Oceânico “Apa”, equipado com radar de longo alcance e alça Optrônica, capaz de detectar a direção de tiros e operar com eficiência em situações críticas. O transporte de armamentos pesados, incluindo canhões e metralhadoras de alto calibre, evidencia a preparação da Marinha para enfrentar eventuais confrontos com organizações criminosas.
Em declarações oficiais, o vice-almirante Renato Ferreira destacou a importância da operação, ressaltando a ênfase na inteligência para orientar as ações estratégicas. No entanto, esclareceu que a atuação não abrangerá a região da Complexo da Maré, devido a limitações de monitoramento na Baía de Guanabara.
Enquanto isso, representantes de órgãos como a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal também enfatizaram a importância de garantir o fluxo comercial regular durante a operação, assegurando que as atividades de combate ao crime não prejudiquem o comércio exterior.
Com a expectativa de reduzir significativamente a incidência de crimes como roubos de cargas, a operação é vista como uma medida estratégica para fortalecer a presença do Estado contra organizações criminosas. No entanto, a Marinha ressalta a importância de uma abordagem cautelosa, usando a força de maneira estratégica e ponderada, enquanto reitera seu compromisso com o patrulhamento para inibir atividades ilegais.
À medida que a operação se desenrola, a Marinha planeja reforçar a fiscalização em áreas estratégicas, como a Baía de Guanabara, Sepetiba e acessos marítimos ao Porto de Santos. As ações coordenadas entre diferentes órgãos representam um esforço conjunto para garantir a segurança e a fluidez das operações nos portos e aeroportos, promovendo uma presença robusta das forças de segurança para inibir atividades criminosas.
