O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (18), sendo negociado por volta das 11h a R$ 6,17. A elevação da moeda ocorre enquanto investidores seguem atentos ao pacote fiscal do governo brasileiro, além da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que também influencia o cenário financeiro.
Na terça-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou a primeira parte do pacote de corte de gastos proposto pelo governo federal, que inclui medidas como a proibição de ampliação de benefícios tributários caso as contas públicas apresentem desempenho negativo e a ativação de um “gatilho” para limitar os gastos com pessoal em caso de déficit primário. As expectativas são altas, com a Câmara prevendo a aprovação de outros pontos centrais do pacote nesta quarta-feira, antes de as propostas seguirem para o Senado.
O governo federal espera que as medidas tragam uma economia de R$ 70 bilhões em 2025 e 2026, com uma redução de R$ 327 bilhões até 2030. As propostas visam equilibrar as contas públicas, já que a meta é alcançar o déficit zero nos próximos dois anos. No entanto, o mercado está cauteloso e acredita que essas ações não serão suficientes para controlar a trajetória da dívida pública no longo prazo.
Além disso, o mercado também está de olho na decisão do Fed, que se reúne hoje para definir a nova taxa de juros dos Estados Unidos. A maioria dos analistas espera que a instituição corte a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, levando-a para uma faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano. Essa redução pode atrair investidores estrangeiros para o Brasil, em busca de opções mais rentáveis, já que o Banco Central do Brasil continua elevando a taxa Selic, o que pode tornar os títulos públicos mais atrativos.
Resumo dos mercados:
- Dólar: Às 11h05, o dólar subia 1,17%, cotado a R$ 6,1668, acumulando alta de 1,58% no mês e 25,62% no ano.
- Ibovespa: O índice caiu 0,87%, aos 123.613 pontos, com perdas de 0,77% no mês e 7,07% no ano.
O cenário fiscal interno e a reunião do Fed seguem como principais motores de influência para os mercados, com expectativas de impacto tanto no Brasil quanto no exterior.
