A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (24) que a conta de luz seguirá com a bandeira verde em março, o que significa que não haverá cobrança extra na tarifa dos consumidores. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar o custo da geração de energia elétrica no país. Quando o custo de produção aumenta, a Aneel pode acionar as bandeiras amarela ou vermelha patamar 1 ou 2, que representam custo extra ao consumidor.
Desde abril de 2022, a bandeira tarifária verde está em vigor, graças à situação confortável dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que estão com níveis entre 76% e 95%, dependendo da região do país, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Para o fim de março, a expectativa é que os níveis dos reservatórios continuem altos, acima de 80% em todas as regiões do país, à exceção apenas do Norte.
Quando o nível dos reservatórios é baixo, as hidrelétricas geram menos energia, e o operador é obrigado a acionar usinas termelétricas para garantir eletricidade ao país. As térmicas são mais caras que as hidrelétricas, o que aumenta o custo de geração de energia do país, que é repassado pela Aneel por meio das bandeiras tarifárias.
A manutenção da bandeira verde em março demonstra que a oferta de eletricidade é suficiente para o atendimento da demanda. Vale ressaltar que, no final de cada mês, a agência decide a cor da bandeira para o mês seguinte, podendo alterar a tarifa de acordo com as condições de geração de energia elétrica.
A bandeira verde, que representa condições favoráveis de geração de energia elétrica, não acrescenta custos às tarifas dos consumidores, enquanto a bandeira amarela, que indica condições menos favoráveis, acrescenta R$ 2,989 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1, que representa condições desfavoráveis, acrescenta R$ 6,500 a cada 100 kWh consumidos, e a bandeira vermelha patamar 2, que indica condições muito desfavoráveis, acrescenta R$ 9,795 a cada 100 kWh consumidos.
