A Operação Teatro Invisível da Polícia Federal expôs um sofisticado esquema de disseminação de fake news, que operava desde 2016 e influenciava eleições municipais no Rio de Janeiro. Penha Bernardes, candidata à prefeitura de Araruama, foi uma das principais figuras ligadas ao esquema, tendo contratado a empresa M2 Comunicação Visual, que recebeu R$ 255.864,80 para atuar em sua campanha eleitoral. Esse valor representou a maior despesa de sua campanha, conforme registrado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Divulgacand .
A investigação revelou que a empresa M2 era utilizada para atacar adversários políticos de Penha através da propagação de desinformação em diversos municípios, como Araruama, Belford Roxo, Cabo Frio e São João de Meriti. O esquema envolvia a contratação de “atores” pagos para espalhar boatos em locais públicos, influenciando eleitores de forma fraudulenta .
Além disso, a operação descobriu que o grupo criminoso elaborava relatórios diários para medir o impacto de suas ações, garantindo que o dinheiro investido pela campanha de Penha fosse estrategicamente aplicado na manipulação eleitoral.
