Uma série de graves irregularidades no processo de convocação da Prefeitura de Tanguá está gerando revolta entre aprovados em concurso público. A denúncia aponta para o descumprimento do edital na reserva de vagas para cotistas e o uso do Programa Operação Trabalho (POT) como cabide de emprego para ocupar cargos que deveriam ser preenchidos por profissionais concursados.
De acordo com os relatos, a prefeitura ignora a regra de 20% (proporção de 4 para 1) estabelecida em lei. Em vez disso, as convocações estariam chegando a 50% para a reserva de vagas, levantando suspeitas de que o critério esteja sendo manipulado para beneficiar apoiadores políticos do governo atual que figuram na lista de cotas.

O maior ponto de tensão envolve o POT. Criado para auxílio e capacitação de desempregados, o programa estaria sendo usado para alocar pessoal em funções técnicas, como professores mediadores e auxiliares de educação infantil.
Denunciantes afirmam que os nomes e funções dos vinculados ao POT não constam no Portal da Transparência. Enquanto concursados aguardam a chamada, unidades como a Creche Oziris liberam alunos mais cedo por falta de pessoal. Escolas como Dearina, Zulqueria, Manoel Novis, Antônio Duarte e Padre Thomas seguem com alunos especiais sem a mediação necessária.
“Não basta ser aprovado em Tanguá, é preciso fiscalizar para que o direito seja respeitado”, desabafam os candidatos, que cobram uma intervenção dos órgãos competentes para garantir a legalidade das nomeações e a qualidade do ensino na rede municipal.
