O Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) apura um caso envolvendo a criação e o armazenamento de mais de 500 imagens de teor sexual de alunas produzidas com o uso de inteligência artificial (IA). O material foi encontrado em um computador de um laboratório do Campus Volta Redonda e, segundo as informações apuradas pela instituição, estaria vinculado ao login de um estudante de 17 anos.
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As vítimas seriam estudantes do ensino médio, com idades entre 16 e 17 anos. O caso está sendo apurado pelo instituto para esclarecer as circunstâncias da produção e do armazenamento das imagens.
A situação provocou manifestações entre os alunos da unidade. Na segunda-feira (29), estudantes se reuniram para cobrar da direção do campus a adoção de medidas em relação ao caso, incluindo a responsabilização do autor e ações voltadas à segurança das alunas.
Em publicação nas redes sociais, o Grêmio Estudantil do Campus Volta Redonda informou que acompanha o caso e cobra transparência, responsabilidade institucional e uma apuração rigorosa. A entidade também defendeu a adoção de medidas para combater práticas de violência de gênero, assédio e cyberbullying no ambiente escolar.
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Em nota, o IFRJ afirmou repudiar qualquer forma de violência de gênero, assédio, violação da dignidade, da intimidade e dos direitos dos estudantes, incluindo condutas praticadas com o uso de recursos tecnológicos. A instituição informou que o caso está sendo tratado com a seriedade necessária e que as medidas cabíveis estão sendo adotadas.
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