Em homenagem ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, nesta quinta-feira (29), a Fundação do Câncer lançou a campanha Movimento VapeOFF em parceria com a Anup Social, visando conscientizar a população, especialmente jovens, sobre os riscos dos cigarros eletrônicos. A ação inclui videoaulas e materiais educativos destinados a escolas e universidades, além de depoimentos de personalidades e a divulgação em empresas parceiras como Ecoponte e Onbus.
Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 1 milhão de brasileiros já experimentaram cigarros eletrônicos, apesar da proibição da Anvisa. A Fundação do Câncer alerta que 70% desse público são jovens entre 15 e 24 anos. A campanha tem como objetivo combater a falsa ideia de que esses dispositivos são inofensivos, destacando seus malefícios e a rápida dependência que causam.
Além disso, a fundação pretende lançar em 2025 o Desafio Universitário, com foco em projetos que sensibilizem jovens sobre os perigos do tabagismo. A campanha antivape já está disponível para mais de 200 instituições de ensino, abrangendo mais de 4 milhões de estudantes.
Paralelamente, a Fundação do Câncer divulgou a sexta edição do boletim Info.Oncollect, que mostra uma redução na mortalidade por câncer de pulmão entre homens, mas um aumento entre mulheres, refletindo um crescimento do tabagismo feminino. Especialistas alertam que os cigarros eletrônicos podem acelerar o aparecimento de câncer de pulmão e outras doenças em faixas etárias mais jovens.
A campanha também aborda a necessidade de medidas fiscais para desestimular o consumo de produtos fumígenos, como o aumento de impostos sobre cigarros. A ACT Promoção da Saúde e a Sociedade de Pneumologia do Rio de Janeiro (Sopterj) reforçam a importância de manter a proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil, em consonância com as diretrizes da Anvisa, e de retomar campanhas educativas nacionais contra o tabagismo.
