Um capitão de mar e guerra da Marinha do Brasil foi punido após compartilhar uma foto do caça americano F-35, que fez um pouso de emergência em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, em maio deste ano. A punição resultou de um processo administrativo interno que acusou o oficial de violar normas de contrainteligência ao divulgar material sensível sem autorização.
A decisão, que gerou ampla repercussão, incluiu a destituição do cargo do capitão, um rebaixamento em seu conceito militar e a transferência para outra unidade. A Marinha justificou a ação, afirmando que o compartilhamento da imagem em um grupo de WhatsApp comprometeu a segurança da informação e que o procedimento disciplinar seguiu as diretrizes estabelecidas.
A defesa do capitão argumentou que a foto já circulava nas redes sociais, sugerindo que não havia motivo para classificá-la como material sensível. Além disso, questionaram a imparcialidade do processo, uma vez que o diretor do Centro de Inteligência da Marinha, superior hierárquico do capitão, esteve envolvido em todas as etapas da apuração, configurando um potencial conflito de interesses.
A Marinha, em resposta, reafirmou seu compromisso com a segurança da informação e garantiu que o capitão teve todas as garantias processuais durante a investigação. A defesa do oficial, por sua vez, contestou a proporcionalidade da punição, afirmando que não houve prejuízo para a segurança nacional e que a penalidade foi excessiva.
