O caso da criança que teve o braço imobilizado de forma improvisada com papelão em uma UPA pediátrica de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, ganhou novos desdobramentos após repercutir nacionalmente. Nesta quinta-feira (15), a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro realizou uma vistoria na unidade de saúde para apurar as circunstâncias do atendimento.
🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
O episódio ocorreu na segunda-feira (5), quando a criança sofreu uma queda enquanto andava de skate no Centro da cidade. Após o acidente, ela foi levada por uma viatura da Polícia Militar até a UPA pediátrica, onde passou por exame de raio-x que confirmou fratura no braço.
De acordo com familiares, no momento do atendimento não havia médico ortopedista nem material adequado para o procedimento de imobilização. Diante da situação, profissionais da unidade utilizaram papelão para improvisar uma tala e, em seguida, a criança recebeu alta.
Durante a vistoria, a Defensoria Pública avaliou que o atendimento não seguiu os protocolos assistenciais recomendados para casos de fratura. Segundo o órgão, a criança deveria ter sido encaminhada imediatamente ao Hospital Estadual Roberto Chabô, em Araruama, referência em ortopedia na região, para avaliação especializada e tratamento adequado.
A direção da UPA reconheceu que o procedimento adotado não seguiu os protocolos estabelecidos. A unidade informou ainda que o caso será analisado por comissões internas de revisão de prontuário e de ética médica, além de anunciar medidas para reforçar a capacitação das equipes de saúde, com o objetivo de evitar situações semelhantes no futuro.
O caso segue sendo acompanhado pela Defensoria Pública.