Na tarde desta segunda-feira (5), um grupo de manifestantes de esquerda realizou um protesto no Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, em apoio ao presidente venezuelano Nicolás Maduro e contra a ação militar dos Estados Unidos que resultou em sua captura e a de sua esposa no último sábado (3).
🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!
Os manifestantes, que reuniram uma participação menor em comparação com protestos de outras pautas nacionais, entoaram palavras de ordem como “se cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista” e “Maduro livre”, em referência ao que consideram uma intervenção estrangeira nos assuntos da Venezuela.
A mobilização no Rio fez parte de uma série de atos registrados em várias capitais brasileiras, inclusive São Paulo e Brasília, onde grupos contrários à operação dos EUA também expressaram apoio ao governo venezuelano e criticaram o que chamaram de ação militar e “sequestro” de Maduro.
Especialistas e observadores políticos destacam que Nicolás Maduro, no poder na Venezuela desde 2013, é amplamente classificado por organizações internacionais e governos ocidentais como um ditador, acusado de violações de direitos humanos, repressão política e controle autoritário do Estado. Essas características fazem parte do contexto mais amplo que cerca as reações à sua captura.
Embora os manifestantes tenham defendido a autodeterminação dos povos e a solidariedade à Venezuela, o tamanho relativamente pequeno do público presente no Rio e em algumas outras cidades foi comentado por analistas como um sinal de que a pauta não conseguiu mobilizar ampla adesão popular no Brasil.
