A Polícia Federal (PF) deflagrou na terça-feira (27) a 2ª fase da Operação Castratio, que apura irregularidades em contratos de castração de animais firmados pelo governo do Rio de Janeiro, que somam cerca de R$ 200 milhões. O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) voltou a ser alvo da operação.
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Cinco mandados no Rio e em Niterói
Segundo a PF, agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói. Entre os endereços está o escritório do parlamentar. As ordens foram expedidas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, o objetivo da fase é desarticular uma organização criminosa que atuaria no âmbito da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Contratos somam cerca de R$ 200 milhões
Segundo a corporação, os contratos firmados entre o governo do estado e uma empresa privada para o serviço de castração e esterilização de animais somam cerca de R$ 200 milhões. A PF aponta irregularidades como superfaturamento, direcionamento e fraude à licitação.
Primeira fase foi em maio
A 1ª fase da operação foi deflagrada em maio de 2026, quando Queiroz também foi alvo de buscas. Segundo a PF, o material obtido naquela etapa levou à segunda fase, que agora busca apurar a extensão da organização criminosa e das práticas ilegais.
Os fatos em apuração podem caracterizar os crimes de peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que possam ser revelados ao longo das investigações.
Operação de busca e apreensão não significa condenação, e os investigados têm direito à presunção de inocência. Até a publicação desta matéria, o portal não havia localizado manifestação da defesa do deputado nem da empresa citada.
O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.
