‘Senhores’ e ‘escravas’: polícia prende sete em operação contra rede que explorava sexualmente adolescentes e gravava abusos para ameaçar vítimas

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 20 minutos ago

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A Polícia Civil prendeu sete pessoas, até as 8h30 desta quarta-feira (28/10), na Operação NXIVM, que mira uma rede investigada por explorar sexualmente adolescentes na Região Metropolitana do Rio. Entre os presos estão dois assessores parlamentares e um terceiro-sargento da Polícia Militar, lotado no 1º BPM (São Gonçalo). Segundo a investigação, os envolvidos se chamavam de “senhores” e tratavam as vítimas como “escravas”.

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Operação em três cidades

A ação é conduzida por policiais da 74ª DP (Alcântara), que cumprem mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá. A operação tem apoio de unidades do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Gravações usadas para ameaçar

De acordo com a polícia, a rede produzia fotos e vídeos de violência contra as adolescentes e usava esse material para ameaçá-las e chantageá-las com a divulgação das imagens. A Polícia Civil define o esquema como “escravidão sexual” de menores. Segundo a investigação, ameaças e agressões eram usadas para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos. A polícia também apura se existem outras vítimas.

Como o caso começou

A investigação começou em julho, depois da prisão de um assessor parlamentar suspeito de estupro de vulnerável contra uma adolescente, em Niterói. Na casa dele, os agentes apreenderam dois notebooks e celulares. Segundo a polícia, a análise dos aparelhos e de imagens de câmeras de segurança ajudou a identificar outros envolvidos. O caso chegou à 74ª DP depois que uma adolescente procurou a delegacia, acompanhada dos pais, e denunciou as violências.

A operação desta quarta busca reunir novas provas, esclarecer a participação de cada investigado e identificar outros adolescentes que possam ter sido vítimas.

Como denunciar

Denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100. Em caso de emergência, ligue 190.

A reportagem não localizou a defesa dos presos. Eles são investigados e, como qualquer pessoa, têm direito à presunção de inocência até decisão final da Justiça.

O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso.

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