Na garupa de uma moto em alta velocidade e sem capacete, o cantor Mauro Davi Nepumuceno, conhecido como Oruam, publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a soltura de Marlon Brendon Coelho, o MC Poze do Rodo. No vídeo, Oruam aparece gritando repetidamente: “Liberdade, PZ. Liberdade cantou”.
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A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que, até a mais recente atualização desta reportagem, ainda não havia sido notificada da decisão da Justiça. Com isso, Poze seguia no presídio de Bangu 3, no Complexo de Gericinó. A Seap reforçou que, após o recebimento do alvará de soltura, ele poderá sair em liberdade a qualquer momento.
A decisão que garantiu o habeas corpus a Poze foi assinada pelo desembargador Peterson Barroso, da Primeira Vara Criminal de Jacarepaguá. No documento, o magistrado destacou que “não ficou demonstrada a imprescindibilidade da prisão para a investigação”. Ainda segundo Barroso, “o alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade”.
Mas a liberdade veio acompanhada de uma série de medidas cautelares. E uma delas mexe diretamente com o círculo mais próximo de MC Poze: ele está proibido de manter qualquer contato com MC Oruam — um de seus amigos mais próximos. Vale lembrar que Oruam foi até o presídio de Bangu ao lado da esposa de Poze, Vivi Noronha, para protestar contra a prisão do cantor.
A decisão judicial se baseia no fato de que Oruam é filho de Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças da facção Comando Vermelho, diretamente mencionada nas investigações que envolvem Poze. Além disso, o próprio Oruam também está sendo investigado por suposta conexão com um dos chefes do Comando Vermelho que está foragido da Justiça.
Outras medidas impostas a Poze incluem:
- Comparecimento mensal em juízo até o dia 10 de cada mês para informar e justificar suas atividades;
- Proibição de se ausentar da Comarca enquanto durar o processo;
- Obrigação de informar um telefone para contato imediato com a Justiça;
- Proibição de mudar-se de endereço sem aviso prévio ao Juízo;
- Entrega obrigatória do passaporte;
- Proibição de contato com outros investigados no mesmo inquérito, testemunhas ou pessoas ligadas ao Comando Vermelho.
A prisão de Poze aconteceu na última quinta-feira (29/5) por apologia ao crime e suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Ele é investigado também por possíveis conexões financeiras com a facção Comando Vermelho, através de shows e músicas que, segundo a polícia, exaltam o tráfico e incitam confrontos entre rivais.
