A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro continua após mais uma audiência de conciliação entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus terminar sem acordo nesta quarta-feira (1º).
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Durante a reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), o sindicato patronal manteve a proposta de reajuste salarial de 4,39%, percentual considerado insuficiente pelos trabalhadores, que reivindicam 17% de aumento, além de outras melhorias.
Entre as principais demandas dos rodoviários estão:
- Reajuste salarial de 17%;
- Piso de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas;
- Vale-alimentação de R$ 1 mil;
- Plano de saúde;
- Redução da jornada para 7h30 e mudanças na escala de trabalho.
Após o fim da audiência, o Sindicato dos Rodoviários convocou uma nova assembleia para a tarde desta quarta-feira, quando a categoria deve definir os próximos passos da paralisação.
A greve chegou ao terceiro dia com determinação judicial para que 80% da frota esteja em circulação. No entanto, segundo o Rio Ônibus, por volta das 7h apenas 1.650 ônibus circulavam na cidade, o equivalente a cerca de 46% da frota, abaixo do mínimo exigido pela Justiça.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) elevou de 50% para 80% o percentual mínimo de ônibus em circulação, sob o argumento de que o transporte coletivo é um serviço essencial. Em caso de descumprimento da decisão, o sindicato dos rodoviários poderá ser multado em R$ 100 mil por dia.
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Enquanto isso, passageiros continuam enfrentando longas filas, atrasos e dificuldades para se deslocar em diversas regiões da capital fluminense. As negociações seguem sem previsão de acordo.
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