Rio de Janeiro tem aumento alarmante de 600% no número de casos de dengue em relação a 2022, segundo dados do Observatório Epidemiológico da cidade. Na nona semana epidemiológica do ano passado, eram registrados apenas 27 casos na cidade, enquanto neste ano, o número saltou para 189 registros no mesmo período. A Zona Oeste é a área mais afetada, com as áreas programáticas 5.2 e 5.3, que abrangem bairros como Campo Grande, Santíssimo, Guaratiba, Santa Cruz e Paciência, sendo as mais atingidas.
Embora a região ainda não esteja em estado de epidemia, ela esteve muito próxima, com um número de casos ultrapassando 300 por semana nas semanas epidemiológicas 6 e 8. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem intensificando as ações de combate e prevenção, bem como campanhas educativas para conter a disseminação da doença.
A SMS informou que já foram vistoriados mais de 1,5 milhão de imóveis para controlar e prevenir possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir a doença. Mais de 218 mil recipientes que poderiam servir de criadouro foram eliminados ou tratados. No entanto, a maioria dos focos do mosquito é encontrada nas residências, e a SMS pede a colaboração da população para eliminar possíveis criadouros e, se necessário, solicitar ajuda com a vistoria por meio da Central de Atendimento da Prefeitura, no telefone 1746.
O estado do Rio de Janeiro também registrou uma morte pela doença em Campos dos Goytacazes, um paciente de 84 anos que deu entrada no hospital em 18 de janeiro com sintomas da doença e faleceu no dia 21 do mesmo mês.
Para enfrentar a situação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova vacina contra a dengue, a Qdenga (TAK-003), do laboratório japonês Takeda Pharma. É o primeiro imunizante liberado no Brasil para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue, mas também pode ser aplicado em quem já teve a doença. A partir da aprovação da Anvisa, a Qdenga pode ser comercializada na rede privada e no Sistema Único de Saúde (SUS), caso o Ministério da Saúde decida pela sua incorporação.
