Moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro, organizados em grupos de WhatsApp para “caçar” ladrões em Copacabana, chocaram a sociedade ao compartilharem fotos das mãos ensanguentadas e com soco-inglês após a suposta prática de agressões. A polícia está investigando o caso e alerta que esses atos configuram crime, reforçando que a justiça com as próprias mãos é proibida por lei.
O secretário de Segurança do Rio, Victor Santos, afirmou que os chamados “justiceiros” também são considerados criminosos, destacando que esse comportamento é o berço da milícia, sendo grupos que se consideram acima da lei. Em entrevista à GloboNews, Santos ressaltou que o “justiceiro é criminoso” e comparou essas ações aos grupos de extermínio do passado.
A Polícia Civil está empenhada em identificar os envolvidos, e delegados das 12ªDP (Copacabana) e 13ªDP (Ipanema) estão conduzindo as investigações. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram agressões, sendo que um deles registra um jovem sendo espancado com a justificativa de “para não roubar mais”.
Na noite de terça-feira (5), membros desses grupos se orgulharam de ter encurralado e agredido um indivíduo que tentou se abrigar em um hotel durante a perseguição. As imagens e mensagens trocadas revelam ações violentas e uma atmosfera de comemoração entre os “justiceiros”.
Os integrantes, mascarados e vestidos de preto, percorreram as ruas de Botafogo e Copacabana na noite de terça e madrugada de quarta-feira, munidos de pedaços de pau e socos-ingleses. As autoridades alertam para a gravidade dessas condutas e reforçam que a responsabilidade pela aplicação da lei é exclusiva das forças de segurança.

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