A história de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins” e responsável por um esquema que também fez vítimas em Mato Grosso do Sul, vai chegar aos cinemas. O empresário será interpretado por Christian Malheiros no filme “O Faraó dos Bitcoins”, com estreia prevista para o segundo semestre de 2027.
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O ator é conhecido por séries como “Sintonia” e “Sessão de Terapia” e participou dos filmes “Sócrates” e “7 Prisioneiros”. O longa será baseado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio. Sergio Rezende assina o roteiro com Dida Andrade e também dirige a produção. Lorena Comparato interpretará Mirelis Peres, mulher de Glaidson apontada pelas investigações como responsável pela operação financeira e administrativa da GAS Consultoria e Tecnologia.
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A trama acompanhará a ascensão de Glaidson, que trabalhou como garçom e foi pastor antes de ganhar notoriedade em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Fundada em 2015, a GAS atraía clientes com a promessa de rendimento fixo de 10% sobre investimentos em criptomoedas. O filme também mostrará a queda do casal, as investigações federais, a falência da empresa, as dívidas e episódios de violência envolvendo concorrentes. Além de Christian Malheiros e Lorena Comparato, o elenco terá Luana Piovani, Pascoal da Conceição, Ruan Aguiar, Jorge Paz, Romeu Evaristo, Dadá Coelho, Larissa Nunes e Shirley Cruz. A produção é da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento.
Glaidson foi preso pela Polícia Federal em agosto de 2021, durante a Operação Kryptos. Em outubro de 2025, ele foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 19 anos e dois meses de prisão por liderar organização criminosa e corrupção ativa. Segundo as investigações citadas na decisão, o esquema movimentou R$ 38,2 bilhões entre 2015 e 2021, no Brasil e no exterior. Em Mato Grosso do Sul, investidores de Campo Grande e Corumbá recorreram à Justiça após perderem dinheiro aplicado por meio do grupo, e levantamento feito pelo Campo Grande News em 2022 encontrou ações que somavam aproximadamente R$ 1 milhão em pedidos de ressarcimento.
O empresário ainda responde a outros processos. Um julgamento relacionado à morte do trader Wesley Pessano, de 19 anos, e à tentativa de homicídio contra outro investidor foi recentemente remarcado para fevereiro de 2027.
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