Ministro do Supremo Tribunal Federal diverge da tendência da Corte, que aponta para eleição indireta para o cargo após renúncia de Cláudio Castro.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou a divergência aberta por Alexandre de Moraes e votou a favor da realização de eleições diretas para o mandato-tampão ao governo do Rio de Janeiro. As regras para a escolha do sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou nesta semana, estão em julgamento na Corte. Enquanto Mendes e Moraes defendem que a população fluminense deve decidir diretamente quem vai assumir o cargo, a maioria dos ministros já se posicionou pela eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O debate envolve a interpretação da Constituição Federal e da lei estadual, que tratam da sucesão em caso de vacância do cargo de governador. A decisão do STF terá impacto direto na estabilidade política do RJ e poderá influenciar futuras disputas eleitorais no estado. Especialistas destacam que o tema gera repercussão nacional, pois define precedentes sobre como os estados devem lidar com renúncias de governadores. O plenário deve concluir o julgamento nos próximos dias, definindo se o próximo governador do Rio de Janeiro será escolhido por voto popular ou por indicação dos deputados estaduais.
Fonte: Ver matéria original
