Centrão se aproxima do governo Lula, mas ainda resiste à base aliada
Análise aponta que promessas de ajuste fiscal, emendas e ministérios sem orçamento travam as negociações de Lula com o Congresso no novo mandato
O que se sabe até agora
4 pontos- 1O governo Lula enfrenta um Congresso dominado pela direita e pelo Centrão
- 2Partidos cobram ajuste fiscal eficiente e controle de emendas parlamentares
- 3Ministérios sem orçamento são vistos pelos políticos como um presente de grego
- 4Parlamentares preferem manter o mandato a aceitar pastas sem recursos
Resumo feito pela redação

O quarto mandato de Lula terá no Congresso um dos principais fatores de instabilidade. A Câmara e o Senado são dominados pela direita e pelo Centrão, o que torna a articulação do governo mais difícil.
As conversas iniciais de emissários do presidente com dirigentes partidários indicam que o governo oferece o que não pode entregar. Os políticos já cobram um ajuste fiscal eficiente. Também querem o controle de emendas parlamentares, que passou para o Congresso há cerca de dez anos.
Os ministérios são a principal moeda de troca do PT nessas negociações. Para os parlamentares, porém, a maioria dessas pastas não tem orçamento para executar. Com algumas exceções, as que têm recursos acabam ficando com o próprio partido.
Segundo a análise, a dificuldade de organizar uma base aliada fiel não é apenas culpa de Lula. Ela decorre de um sistema político disfuncional, que faz deputados e senadores acreditarem que não dependem do presidente para fazer política.
Por isso, muitos preferem continuar como parlamentares a aceitar um ministério sem verba. As conversas com os partidos ainda estão em fase inicial.
Com informações de CNN Brasil. Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas.
Por Redação Cic7Mais do autor


