Áudio revela médico cobrando R$ 150 por aplicação de remédio para emagrecimento dentro de UPA em Nova Iguaçu; Veja o vídeo:

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 1 hora ago

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Um áudio obtido durante as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro mostra um médico negociando a aplicação de um medicamento para emagrecimento dentro de uma UPA de Nova Iguaçu. Segundo o MPRJ, o remédio era comercializado ilegalmente na unidade pública de saúde.

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Na gravação, o paciente relata ser pré-diabético e demonstra interesse no tratamento para perda de peso. Mesmo sem apresentação de exames, o médico orienta sobre o uso da substância e explica o esquema de aplicações.

“Essa de 2,5 é R$ 150 por semana”, afirma o profissional em um trecho do áudio, antes de pedir que a supervisora administrativa realizasse a aplicação do medicamento.

De acordo com a investigação, o médico Fransergio Junqueira de Castro e a supervisora Mônica Branco Lopes Vieira da Silva seriam responsáveis pelo esquema. Segundo o promotor Bruno Gangoni, a funcionária fazia o primeiro contato com os interessados e encaminhava os pacientes ao médico, que realizava consultas sem exames clínicos adequados.

Ainda conforme o Ministério Público, o esquema funcionava em ciclos de quatro aplicações, com pagamentos feitos por PIX diretamente para a conta do médico.

Durante a operação realizada nesta quinta-feira (14), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na unidade de saúde e em endereços ligados aos investigados. Kits com ampolas da substância foram encontrados no carro do médico, enquanto outros frascos foram apreendidos na casa da supervisora.

A Justiça determinou o afastamento dos dois investigados de funções em unidades públicas de saúde do município. Também foram autorizadas apreensões de celulares, computadores, documentos e a quebra de sigilos telefônico e telemático.

Ao deixar a delegacia, o médico negou irregularidades dentro da UPA e afirmou que trabalha com esse tipo de medicamento em sua clínica particular.

A Prefeitura de Nova Iguaçu informou que os investigados eram vinculados à organização social responsável pela gestão da unidade, e não servidores efetivos do município. O prefeito determinou o desligamento imediato dos envolvidos e do diretor-geral da UPA.

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