O governo da Venezuela solicitou, nesta terça-feira (26/8), que a Organização das Nações Unidas (ONU) intervenha para conter o avanço das ações dos Estados Unidos contra o país comandado por Nicolás Maduro. O chanceler venezuelano, Yván Gil, pediu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que atue junto ao governo norte-americano para restabelecer a “sensatez” e evitar a presença de armas nucleares na região do Caribe.
“A escalada de ações hostis e ameaças dos EUA é evidente com a mobilização de navios de guerra, como o cruzador de mísseis guiados USS Lake Erie e o submarino nuclear USS Newport News”, afirmou Yván Gil.
Envio de navios norte-americanos ao Caribe
O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou o deslocamento de seis navios de guerra para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana, sob o argumento de combate a cartéis de drogas. Segundo informações do governo da Venezuela, as embarcações devem chegar à região na próxima semana.
Em comunicado à ONU, a Venezuela classificou as ações norte-americanas como uma “grave ameaça à paz e à segurança regional”. A delegação de Maduro também pediu que a organização monitore a escalada das tensões e acompanhe os riscos que envolvem a presença de armamentos na área.
Retórica de Trump contra Maduro
O governo de Donald Trump tem endurecido o discurso contra o presidente venezuelano, chamando-o de “ilegítimo”, “fugitivo” e “chefe de cartel narcoterrorista”. A Casa Branca sustenta que a operação militar busca desmantelar redes de tráfico e pressionar Maduro politicamente.
Enquanto isso, Caracas reforça que vê a movimentação norte-americana como uma tentativa de intimidação militar e alerta para os riscos nucleares na região.
