O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, está pedindo para participar a distância de um julgamento em Manhattan, em que é acusado de ter estuprado uma mulher há quase 30 anos. O julgamento é uma ação movida por E. Jean Carroll, que acusa Trump de tê-la atacado no vestiário de uma loja de departamentos na Quinta Avenida, em Nova York, nos anos 90.
De acordo com o advogado de Trump, Joseph Tacopina, o ex-presidente quer poupar os nova-iorquinos dos engarrafamentos, ruas bloqueadas e alta segurança que o acompanham onde quer que vá. Tacopina ressaltou que, para Trump comparecer ao julgamento de forma presencial, seria necessário coordenar seus movimentos todos os dias em que ele estivesse presente, com a utilização de uma equipe avançada do serviço secreto e o desenvolvimento de um plano tático.
A advogada de Carroll, Roberta Kaplan, chamou o pedido de Trump de frívolo e afirmou que o tribunal federal de Manhattan está “totalmente equipado para lidar com qualquer ônus logístico”. Kaplan também observou que o empresário participou de diversos eventos nas últimas semanas, incluindo uma luta de vale-tudo, e agendou um evento de campanha no Estado de New Hampshire para o dia 27 de abril.
O julgamento está marcado para começar no dia 25 de abril no Tribunal Distrital dos EUA, em Manhattan. Trump enfrenta um escrutínio jurídico histórico para um ex-presidente enquanto tenta emplacar sua candidatura às eleições de 2024. No início deste mês, ele se declarou inocente de 34 acusações criminais de falsificação de registros em conexão com uma investigação sobre pagamentos à ex-atriz pornô Stormy Daniels, com quem ele teria tido um caso. Isso faz dele o primeiro ex-presidente a ser indiciado por uma acusação criminal na história dos EUA.
